Diário reflexivo 25/10/12

REVOLUÇÃO é a palavra de hoje. Quase ao final da aula, Renato mencionou o termo para descrever a dificuldade que enfrentamos ao tentarmos mudar a maneira com que avaliamos nossos alunos.

Na aula de hoje, cada aluno apresentou uma avaliação , própria ou pública para que juntos pudéssemos analisa-lá criticamente. A primeira avaliação apresentada foi um teste de proficiência de português para estrangeiros. Já de inicio, ao invés de questões o teste propõe tarefas. Pude perceber também o quão comunicativos são as atividades propostas , bem contextualizadas, voltadas para o uso real da língua. Fiquei imaginando , na minha realidade, na escola onde trabalho, como seria propor questões semelhantes e seu efeito retroativo.

Agora que tenho estudado e lido sobre avaliação, sinto minha percepção bem mais aguçada para o tópico , inclusive ao ler sobre assuntos diversos. Lendo o livro "E-learning in the 21st century" de Garrison ( 2011) esta semana, uma frase em especial me chamou a atenção:

"How students are assessed sends a very strong signal as to what is important and how they should approach learning."
" therefore, assessment must be congruent with learning outcomes" .

Isso me fez concluir que a forma com que os alunos são avaliados influencia tanto o modo como o professor prepara suas aulas quanto a maneira como o aluno aborda o conhecimento que quer alcançar. Perguntando-se: " o que tenho que aprender pra conseguir uma boa nota neste teste?"

E perguntei-me: que tipo de sinais temos enviado aos nossos alunos , onde leciono?

A aula de hoje foi especialmente interessante ao nos dar a oportunidade de trazermos nossa realidade (nossas provas) para o centro da discussão. Gyzely apresentou dois momentos de avaliação com seus alunos, o pré e o pós Maria Inês (kkkkkkkk). Fiquei encantada com o trabalho que nossa colega e querida amiga vem desenvolvendo com seus alunos. Além de ensinar inglês instrumental, ela tem buscado preparar seus próprios alunos para o uso do idioma em contextos reais, com ferramentas relevantes para eles. Pelo que pude ver ela tem ensinado muito mais do que inglês. Tem ensinado a instrumentalizar seus alunos para experiências futuras. Belo trabalho!

Gostei também de conhecer um pouco mais sobre a realidade de trabalho de cada um de nossos colegas: que Adriana dá aulas de português para estrangeiros, que Renato trabalhado em um contexto difícil com muitos desafios, que Gyzely tem buscado em seu contexto influenciar outros profissionais e que Carlucio também tem se desconstruido e reconstruído com todas as discussões.

Eu, continuo me mexendo, enxergando novas possibilidades e tentando também no meu espaço, exercer meu cadinho de influéncia, experimentando e sugerindo mudanças.