DIÁRIO REFLEXIVO (aula 4 ) 30/08/12

Ao início da aula, aproveitamos os primeiros minutos para tirarmos dúvidas em relação ao cronograma do curso e dividirmos os grupos responsáveis pela leitura de diferentes capítulos. Achei válida a sugestão de Maria Inês de todos lermos o mesmo livro e cada grupo ficar responsável por um capítulo. Maria Inês mencionou suas opiniões pessoais sobre seminário como instrumento avaliativo e dinâmica de aula. Eu também vejo os seminários com certa restrição; um ponto positivo é dar a oportunidade aos próprios professores de compartilharem sua leitura por meio de uma apresentação, no entanto, percebo muitas vezes o pouco envolvimento dos colegas na apresentação de outros grupos, como se sua parte já estivesse cumprida. Sei que a divisão de leituras é natural já que é impossível a leituras de todos os textos mas ainda acredito que discussões de textos como temos feito até hoje sãomais proveitosas e menos estressantes.
Maria Inês, começou nossa aula com a leitura do texto "Era um vez" que de uma maneira metafórica representa como avaliar no contexto atual é bem mais complexo do que em outros tempos, "há tantos pontos a considerar ..." . Se deixarmos nossa ingenuidade e encararmos a avaliação com criticidade, provavelmente chegaremos à conclusão de que nossa atitude em relação à avaliação deve ser repensada. É importante revermos nossas crenças para observarmos melhor nossa própria pratica.
O tópico dos textos de hoje foi crenças e representações. Falamos muito sobre como nossas escolhas são guiadas por nossas representações e que para que uma mudança educacional seja eficiente é preciso que todo um sistema se modifique. No entanto, estudamos também sobre as dificuldades em alterarmos crenças. Quanto mais centrais são as crenças mais difíceis são de serem alteradas. Em relação ao tópico da disciplina, a avaliação, acredito ser bem laborioso a alteração de nossas crenças sobre avaliação uma vez que partimos da forma como sempre fomos avaliados e acabamos por reproduzir tais práticas com nossos próprios alunos. É como o giro de uma engrenagem, avaliamos nossos alunos como éramos avaliados e se esse ciclo não for trabalhado de maneira reflexiva e crítica, a tendência é que os futuros professores continuem fazendo o mesmo. É preciso então olhar essa engrenagem de perto, observar seu funcionamento, se está funcionando bem e então decidir manter a mesma engrenagem ou trocá-la por outra mais eficiente. Metáfora engraçada essa, hein? Engrenagem me faz pensar em máquina, coisas mecânicas. Talvez a nossa prática em relação á avaliação seja assim, mecânica , sem muita reflexão. Será que não passou da hora de resignificarmos isso também?