DIÁRIO REFLEXIVO (aula 5 ) 06/08/12

Cheguei mais cedo hoje com o intuito de buscar orientação da prof. Maria Inês sobre a proposta de avaliação para o curso de extensão que irei oferecer para desenvolver minha dissertação de mestrado. Baseado na primeira proposta enviada para minha orientadora, fui instruída a participar da disciplina sobre Avaliação para que pudesse repensar minhas crenças em relação ao processo de avaliação. Como falei hoje durante a aula, percebo uma postura ambígua em minha prática: de um lado acredito que o processo de aprendizagem é mais significativo quando se dá por meio da interação professor-aluno, aluno-aluno, aluno-conteúdo e por outro lado percebo que o modelo de avaliação que utilizo com meus alunos é mais voltado para a exclusão e reprovação do que para diagnosticar e redirecionar meu trabalho. No entanto, falta-me refletir, estudar e conhecer outras formas de avaliação mais condizentes com o que acredito. Muitas vezes, quero modificar mas ainda não sei como.
Após a leitura de textos indicados por Maria Inês e artigos do livro emprestado por ela, começo a vislumbrar outras alternativas possíveis. Busquei mostrar minha proposta para a professora, para verificar se estou no caminho certo, se estou compreendendo e se a proposta de avaliação está condizente ao curso de extensão que irei oferecer.
Nossa aula começou com uma discussão liderada por um colega. O texto em questão foi escrito pela professora e complementou as leituras da aula anterior sobre as representações dos professores. Ao mesmo tempo em que discutíamos os resultados da pesquisa desenvolvida com professores sobre suas crenças sobre alunos ingressastes na universidade por meio do vestibular e do Enem, Gyzely levantou a questão da distribuição de cotas, o preconceito e os futuros desafios para as universidades e os alunos novatos de diferentes realidades.
Logo após, começamos uma discussão aberta, com participação de todos, sobre as diferentes concepções sobre linguagem. Todos os textos sugeridos falam sobre três concepções de linguagem: como uma representação do pensamento, como forma de comunicação (transmissão) e como forma de interação. A leitura destes textos são de extrema relevância para que possamos entender como nossas práticas em sala de aula, inclusive a prática de avaliação, são influenciadas diretamente por nossa concepção de linguagem. Se acredito na linguagem como forma de interação, avaliações formativas e práticas que conduzem à interação fazem mais sentido.
Como bem explicitado por Gyzely hoje, a sequência das leituras escolhidas por Maria Inês tem o intuito de nos levar á reflexão sobre nosso papel como educador, nossas crenças, entender conscientemente a metodologia adotada e rever o processo avaliativo.