Diario reflexivo 27/09/12


Iniciamos a aula de hoje com um convite por parte da professora para votarmos para a eleição da reitoria. Logo após, demos prosseguimento à discussão sobre o texto de Villas Boas e o texto sobre a Gênese da avaliação. Tenho gostado muito da escolha de textos e livros feita pela prof. Maria Inês. Cada bloco de textos, de alguma forma, relaciona-se com o tópico anterior e nos auxilia na construção de nosso conhecimento e reflexão sobre o processo de avaliação. A progressão de leitura sem dúvida foi bem pensada.

Na discussão sobre o texto de Villas Boas, falamos sobre o desafio da formação dos professores na área da avaliação. O autor afirma que esta é uma das áreas onde há mais resistência por parte dos professores, citando Maria Inês, alguns professores falam " Podemos mudar varias coisas mas não toquem nas minhas avaliações". Analisando meu próprio trabalho, percebo a dificuldade em mudar uma prática de vários anos que muitas vezes nem questionamos. Normalmente, tendemos a repetir em nossa prática modelos de avaliação vivenciados em nossa vida escolar como alunos. Durante anos, fomos avaliados por meio de testes e não tivemos a chance de perceber que a avaliação deveria ter o propósito de auxiliar tanto o professor quanto a nós mesmos a percebermos o desenvolvimento do conhecimento. É realmente um trabalho de formiguinhas, nós como professores pôs-graduandos, podemos tentar cada um em seu ambiente de trabalho, rever nossa próprias praticas e pouco a pouco ir influenciando nossos colegas também.

Para nos auxiliar com a Gênese da Avaliação, a prof. Maria Inês apresentou pontos principais sobre a história da avaliação no Brasil e no mundo. Este apanhado histórico é importantíssimo para nos auxiliar a compreender o como e porque denavaliarmos da maneira como fazemos.

Vejo tudo como um ciclo em que nós professores reproduzimos velhos modelos de avaliação e se esse ciclo não for atingido por uma reflexão os futuros professores provavelmente farão o mesmo. Acredito muito na importância de incluir o estudo da Avaliação como disciplina obrigatória nas licenciaturas e talvez assim possamos ver uma mudança nesse cenário.

Bem, como formiguinhas podemos ser, nossa professora deve estar contente pois seu intento de fazer-nos refletir nossas crenças e praticas parece estar surtindo efeito. Carlúcio hoje nos relatou um episódio com uma aluna e sua atitude foi claramente influenciada por nossas leituras e discussões, Gyzely também tem compartilhado suas ansiedades em relação ao que tem observado na instituição onde trabalha, e eu , com minha função de coordenadora na escola onde trabalho, também incentivei o inicio de um grupo de estudos sobre novas tendências educacionais e estamos revendo nossa avaliação oral do meio do semestre. Uma vez estudando e discutindo sobre o tema tenho me sentido muito incomodada com algumas práticas que vejo. Será que o mesmo está acontecendo com os colegas de disciplina?